Quem tem personalidade não precisa de reputação

Sábado, Junho 04, 2005

As coisas devem ser mais simples pra quem é cutter. Eu queria ser cutter. A idéia de que meramente fazer alguns machucados poderia aliviar a pressão interna me parece muito atraente. Porque parece que nada melhora. É uma solução tão simplista, não é? Um pouco de dor fisica, um pouco de sangue, e você começa a se sentir reconfortado. Eu não me sinto assim com essa facilidade. Sou carente, preciso de abraços pra me recuperar. Nem todas as lágrimas que eu consigo chorar melhoram... Até porque eu choro com facilidade... Nem gritar melhora. Nem bater com a cabeça na parede. Nem brincar com bolinhas anti-estresse. Talvez o que eu estou fazendo agora seja a coisa que chega mais perto de melhorar...
Botar pra fora. Sei lá. É pouco, mas é alguma coisa. Depois é mais fácil organizar os pensamentos...

Apesar que hoje em dia meu desespero é mais contido. A responsabilidade, o peso de ter outras pessoas absolutamente ligadas a mim me fazem ter mais força pra continuar... Eu preciso ficar bem e inteira porque tem alguém que precisa de mim... Porque não tem nada que eu queira tanto quanto sentir o alivio daquele corpinho nos meus braços... E acho que isso é o suficiente pra me fazer resistir a tudo... :)

Diana - chorando horrores

Sexta-feira, Junho 03, 2005

Estava mexendo nos meus posts antigos do photoblog e procurando uma foto pudesse usar para o LJ, quando vi o post que escrevi quando a Beth faleceu. Lembro de ter entendido na época, muito vagamente, o que hoje pra mim é absolutamente óbvio... Ela era minha irmã perante a Deusa. Não sabiamos, é claro. Éramos tolas e ignoravamos o fato... Mas não há o menor engano no que eu senti na pele. No desespero. Na incredulidade. No como eu continuei sentindo a presença dela mesmo muito, muito depois.

Gostaria de tê-la visto em Samhain, mas provavelmente não teria conseguido. Aquela altura, eu duvidava da proximidade... Tolice, novamente.

Há muito tempo não notava quão forte é a conotação cristã desse blog - no nome, nos comentários - ainda que seja tudo em tom de deboche. Optei por não repetir no LJ justamente por isso... Eu respeito muito mais hoje, porque conheço a necessidade de se respeitar.

Mesmo assim, não me sentiria bem de falar de algo tão pessoal e religioso em público.

Diana - Envergonhada, mesmo que não pareça pra alguns

Quinta-feira, Junho 02, 2005

... Apesar de tudo, não sei ser corajosa. Não sei dizer certas coisas a todo mundo. Em público. O bom é que aqui eu sinto que posso dizer absolutamente qualquer coisa. Estou em confessionário. Ninguém repete segredos de confessionário... repete?

Conversei com ela ontem, e ela me pareceu mal. Sempre ficamos mal quando falamos dos assuntos que nos incomodam. Eu gosto muito dela, mas não posso evitar a raiva... Ás vezes eu sinto MUITA raiva. Ódio até. De um jeito que sinto medo, porque não sei as conseqüências negativas disso... Claro que eu estou tentando controlar, e até tenho tido algum sucesso. Mas isso já me fez mal por meses a fio...

Porque na verdade, ela destruiu a pureza que eu tinha conseguido contruir. Os sonhos que eu tinha construido... A confiança perfeita... O único erro cometido. E ás vezes eu sinto mesmo vontade de não ter dito nada e ter deixado acontecer o que fosse... O que fosse.. Eu jamais me perdoaria.

Eu a amo, e isso faz doer mais, de certo modo. E me faz pensar que eu bem que mereço por todo o mal que eu fiz a mariana... E todo mal que eu fiz ao Léo também. Talvez seja excesso de culpa cristã, mas acho que nada poderia ser pior pra mim...

Agora eu só me esforço pra me comprometer a ser melhor. Tentar superar. Tentar não me importar. Uma mentalização constante pra atingir o objetivo.

Acho que vou passar a sentar na frente do espelho e dizer "já passou, e não importa mais."

Segunda-feira, Maio 30, 2005

Ventania

E foi nesse feriado que pela primeira vez - desde que resolvemos manter um relacionamento sério e firme, e desde que entramos em uma vida monogamica - que a mágica se aproximou de ser rompida. Houveram alguns minutos - talvez horas, não sei - em que senti em mim o peso da falha. Não quero mais isso. Não quero mais falhar. Sei que nosso caminho é o mesmo e lutar contra isso é bobagem, e ele também... Mas a verdade é que nós dois temos que aprender muito antes de conseguirmos agir de forma a evitar conflitos. Eu chamei a atenção pra isso muitas vezes antes, e era uma das coisas que eu alegava para dizer que não deveriamos ficar juntos. Pra sempre é tempo demais.

O irmão da Má faleceu na quarta-feira, e eu me enchi de medo. É irracional, eu sei, mas eu tive medo... E o medo guiou muito dessa briga tonta, e também foi a única coisa que fez com que eu o encostasse depois da raiva. Afinal, se ele se fosse, eu ficaria presa e travada, sem nada para fazer, sem caminho. Ao menos eu me sinto assim...

Depois, reconciliação.
E um bem estar e uma harmonia que há muito eu não via. Falta de ciúmes, mesmo com tudo que sempre me enciumou. Desprendimento. Não sei...
Espero estar numa trilha continua de melhora.

Diana - reflexões fora de contexto

Quinta-feira, Maio 26, 2005

Coragem, Magia e Fé

Anda faltando. Mergulhar de cabeça, acreditar de graça, se entregar por inteiro sem temer. Me parece simples usar toda a força do meu pensamento para tudo, mas não para o que envolve amor. O medo de falhar é tão grande, e é tão grande a responsabilidade que eu tremo e não faço o que deveria.

Fui repreendida por isso hoje e foi terrível. Me senti absurdamente humilhada. Me senti pequena, e indigna. Mas não falaria isso - só iria prolongar uma discussão sem motivos.

Estou ainda procurando um caminho que me leve a segurança e a prática. E é nessas horas - e com essas repreensões - que eu o sinto mais e mais longe de mim. Pena que quem fala não sabe.

Diana - Sem conseguir dormir

Sexta-feira, Maio 06, 2005

Firmes Pilares

Estava muito frio, e eu me encolhi mais pra perto dele, nos cobrindo com o edredon e a colcha ao mesmo tempo. Sentia muita dor no ombro direito, então me mantinha deitada de barriga pra cima, enquanto ele - de lado - me abraçava. Fiz carinho nele com o rosto, e pedi baixinho.
- Namora comigo?
Ele olhou pra mim, sem conseguir me focalizar diretamente no escuro, e perguntou:
- Agora?
- É...
Houve um instante de silêncio antes que ele assentisse e me beijasse delicadamente. O beijei de volta, fazendo mais peso do que gostaria sobre o ombro, e lentamente, enquanto os lábios se encostavam consegui me virar para ele. A mão dele correu por debaixo do casaco que eu usava pra dormir, segurando meu seio esquerdo firmemente por um momento e depois me acariciando os mamilos com a ponta dos dedos. Ele levantou as peças de roupa que eu usava enquanto descia com os beijos pelo meu pescoço, e sua mão correu para dentro da calça do meu pijama.

Ele tocou meus seios com seus lábios e eu suspirei, excitada. Sua mão acariciava de leve sobre meu sexo, e minha respiração ia se tornando pesada conforme ele me tocava. Havia uma ternura na maneira como ele me encostava que eu não sentia há muito tempo, e puxei-o mais para perto, tentando abraçá-lo. Ele continuava me fazendo carinho, me ajudando a me livrar das roupas, e até que eu me virei para ele, o abraçando forte, passando uma das minhas perna sobre as dele. Podia sentir o sexo dele roçando em minha coxa, enquanto ele me beijava insistentemente. Eu passava o tempo todo minha mão esquerda pelas costas dele, tocando a pele de leve.

Levantei para ir até o armário e aproveitei para me livrar do casaco incomodo. Entreguei o preservativo na mão dele, mas reclamei da idéia dele o colocar... "Não precisamos começar agora"... Continuamos a nos beijar, fazendo carinhos, o escuro nos envolvendo. Aos poucos, fomos tentando nos encaixar, mudando algumas vezes de posição antes de optar pelo básico.

Aos poucos fui reparando que não era preciso falar: nossos pensamentos estavam plenamente conectados, e as palavras eram apenas para ouvirmos a voz um do outro. Nossa respiração era ritmada, meus braços em torno do corpo que ele precisava manter erguido para não me machucar com seu peso. Procurávamos nossos lábios, beijos seguidos por outros beijos, os sentidos se intensificando um por um: audição, olfato, paladar, visão e tato, até se tornarem intensos e insuportáveis demais para não serem externados. Não pude evitar alguns gemidos mais altos enquanto liberava uma quantidade de energia imensa no corpo, sentindo o mundo a minha volta desaparecer, sendo substituido por um breu imenso que parecia o céu nublado acima da casa.

Quando finalmente toda aquela energia conseguiu se canalizar para fora, pude sentir lentamente que eu voltava ao meu corpo, uma ânsia desesperada de tocar e sentir o homem ao meu lado. Nos apertamos em um abraço sem fim, os lábios sendo pressionados um contra o outro, e o ouvi dizer "eu te amo" por inumeras vezes seguidas... Pra mim, parecia que se eu me afastasse, iria me desfazer completamente. Deixei-me virar de lado sem que o corpo dele descolasse do meu, e aproveitei para fazer carinho nas costas dele, no cabelo, os beijos continuando, as lágrimas emocionadas rolando pelo meu rosto enquanto ele também acariciava minhas costas, se apertando contra mim.

***

Retratos da vida cotidiana.

Quinta-feira, Abril 14, 2005

Meu filho
... gosta de Legião Urbana. Até demais, pra ser sincera.
... gosta de Los Hermanos, vai entender *roll*
... Não gosta de Musicas-para-rituais-wicca
... Morre de ciumes quando eu tento me concentrar pra ver/falar com alguém
... Gosta muito do Rabixo. E do Yuri. E do Ximit.
... Aliás, de qualquer pessoa que dê atenção a ele.
... É absolutamente fissurado pela minha irmã, e faz dancinhas de felicidade sempre que ela fala nele
... Adora: banana amassada com aveia, e coisas de batata em geral
... O filho da Deusa. (que fique claro, da Deusa Vamp)
... Andar de Metrô
... Milho da segunda colheita
... É muito obediente com o pai. Aliás, sempre demonstra muito carinho para com esse...
... Ás vezes fica com ciúmes. E é só os carinhos começarem a se animar pra ele resolver dançar e se mexer
... Me parece, ao menos por enquanto, mais identificado com as coisas celtas. Oh céus, vão ser insuportáveis, ele e o David.
... Adora se mostrar. Se vira todo pra ultrasom, se mexe o tempo todo pra ouvir no sonar, e ainda por cima, quando vê que um colocou a mão na minha barriga se agita todo pra que todo mundo mais venha ver que maravilha é ele se mexendo.
... Resolveu decidir quando EU vou ao banheiro. Rá!
... Se mete nos meus sonhos (embora menos agora)
... Ainda tem mais coisas. Quando eu lembrar eu posto.
Me diz... Eu mereço? rs

Diana - que sim, ressussitou o blog